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BOINAS VERDES DE PORTUGAL

CANCIONEIRO DOS PÁRA-QUEDISTAS


HINO DOS BOINAS VERDES

                  Lá do céu com valentia,
                  Descem sempre de noite ou dia,
                  São soldados desconhecidos,
                  Boinas Verdes são destemidos.
                  
                  Olhem bem, sintam respeito,
                  Eles têm asas ao peito,
                  Cabeça erguida, heróis do ar,
                  Boinas verdes vão a passar.
                  
                  Com orgulho em defender
                  A Nação p'ra não morrer.
                  Lutadores são, afinal,
                  Boinas Verdes de Portugal.
                  
                  Lá do céu a gente pede
                  Para na terra morrer de pé
                  Dando a vida que Deus nos deu, 
                  Boinas Verdes sobem ao céu
                  
                  Olhem bem, sintam respeito,
                  Eles têm asas ao peito,
                  Cabeça erguida, heróis do ar,
                  Boinas verdes vão a passar.


Musica de: Sgt SF Barry Sadler e Robin Moore 
            do original americano "The Ballad of The Green Berets". 1965.
 
Início

MARCHA DO PÁRA-QUEDISTA

                  Saltar, combater
                  P'ra vencer ou p'ra morrer
                  É o lema do Pára-quedista.
                  Não há vento, não há nada
                  Que assuste a rapaziada.
                  O ser Pára é sempre ter vista.
                  
                  Com atenção vamos intervir.
                  Preparar para partir,
                  Pelo chão, pelo ar,
                  Com motor ou a marchar.
                  O ser Pára é não ter rival, 
                  Quer na guerra, quer na paz, 
                  Na luta ele é um às,
                  Conquistar é o seu ideal.
                  
                  Em atenção, vamos atacar,
                  Preparar para saltar.
                  Cantando assim,
                  Lutaremos até ao fim
                  Pelo Corpo que queremos honrar
                  Pelo Corpo que queremos honrar.
                  
                  
Música da marcha da Infantaria Americana
Início

PÁRA-QUEDISTA QUE ANDAS EM TERRA

                  Pára-quedista  
                  Que andas em terra                  
                  Tua alma encerra
                  Saudades do ar
                  E na conquista
                  Beijam-te as moças
                  Só p'ra que não ouças 
                  Teu peito a vibrar
                  
                  A morte é franca.
                  Já te foi apresentada.
                  Ela de ti não quer nada,
                  Tem amor aos arrojados.
                  
                  A asa branca 
                  Quando a trazes desdobrada
                  É como a saia rodada
                  Da moça dos teus pecados.
                  
                  Páraq-uedista  
                  Que andas em terra                  
                  Tua alma encerra
                  Saudades do ar
                  E na conquista
                  Beijam-te as moças
                  Só p'ra que não ouças 
                  Teu peito a vibrar
                  
                  E quando em guerra
                  Ao saltares fenderes o espaço,
                  Hás-de dar um grande abraço
                  Aos anjos que andam no céu.
                  
                  E quando em terra 
                  Enfrentares o perigo,
                  Gritarás ao inimigo:
                  "Alto ai, aqui estou eu!"
                  
Música popular
Início

Ó PATRIA MÃE

                  Ó Pátria Mãe
                  Por ti dou a vida
                  Há sempre alguém
                  Que não te quer perdida.
                  
                  Ó Pátria Mãe
                  Reza a Deus por nós
                  Há sempre alguém
                  Nunca estamos sós.                  
                  
                  Ó Pátria eu vou partir
                  Por essas terras de além
                  Quem sabe se torno a vir
                  Só Deus sabe e mais ninguém.
                  
                  Despedida amargurada
                  Com mil tristezas sem fim
                  Daquela que é minha amada
                  E tanto chora por mim
                  
                  Há tristezas e amarguras
                  Nos lares de quem vai lutar
                  Tristezas daquelas tão duras
                  Difíceis de suportar
                  
                  Tantos lares desamparados
                  Pois falta quem lá viveu
                  Tantos pais torturados
                  Pois o seu filho morreu.
                  
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LEGIONÁRIOS PÁRA-QUEDISTAS

                  ÓÓÓÓ                 (Refrão)
                  
                  Nós somos Páraq-uedistas
                  E vamos partir prá guerra
                  Mãezinha não chores mais
                  Que o teu filho há-de voltar
                  
                  ÓÓÓÓ                 (Refrão)                  
                  
                  E se o teu filho morrer
                  Não lhe lamentes a sorte
                  O destino que escolheu
                  É mais nobre do que a morte
                  
                  ÓÓÓÓ                 (Refrão)
                  
                  De manhã uma rajada
                  Ao almoço uma emboscada
                  Ao jantar o cantar da metralha
                  São os Paras que vão para a batalha
                  
                  ÓÓÓÓ                 (Refrão)
                  
Marcha em cadência dos Para legionários franceses                  
Início

HINO DO PÁRA-QUEDISTA DE S.JACINTO

                  Oh doce brisa matinal
                  Exalta o Pára-quedista
                  Que já marcha no areal
                  Sua vida vai abrindo
                  Domina e conquista como um belo flamingo
                  Voa do céu sem medo e tem punhos de rochedo.
                  
                  Sono perdido, manhã cedo                  
                  Vem o fiel Soldado distinto
                  É Boina Verde destemido
                  O Pára-quedista de S.Jacinto
                  
                  Em cada gesto de memória
                  O Sol que brilha no areal inflama a sua história
                  Um só desejo um só corpo
                  A cumprir Portugal, Oh doce Brisa matinal
                  Sibila o canto sem segredo do Pára imortal
                  
                  Sono perdido, manhã cedo                  
                  Vem o fiel Soldado distinto
                  É Boina Verde destemido
                  O Pára-quedista de S.Jacinto
                  
                  
Início

PÁRA-QUEDISTAS

                                    I

                  Famoso Portugal herói na Guerra
                  Foi o primeiro a singrar novos mares...
                  Pequena por demais achando a terra,
                  Agora vai a navegar lá pelos ares.
                  
                  Como outrora pelo mar as caravelas
                  Descobrindo novo Mundo nunca visto,
                  Águias reais cruzando o espaço e lá vão elas
                  P'lo céu azul erguendo ao Sol a Cruz de Cristo!
                  
                                       ESTRIBILHO

                  Do alto céu pousando em terra,                    
                  Marchar, marchar em som de guerra!
                  "PARAQUEDISTAS" são valentes soldados
                  "PARAQUEDISTAS" são na Fé inspirados.
                  
                  Avante, além, numa arrancada,
                  A defender a Pátria amada!
                  Lei do soldado português... Raça imortal!...
                  É dar a vida por amor de Portugal!
                  
                  
                                   II
                  
                  Os feitos imortais da lusa história
                  Sempre hão-de ser, prá Nação portuguesa,
                  Penhor da liberdade e da vitória
                  Leal brazão mais valor e de nobreza.
                  
                  Revivendo as memórias do passado
                  Na conquista do infinito espaço etéreo
                  "Graças a Deus" que sempre tem abençoado
                  De Portugal a eterna glória do Império!

Hino-marcha conhecido como o Hino do Batalhão de Paraquedistas
Versos de:  Cardoso dos Santos 
Música de: Cruz e Sousa
                  
Início

MARCHA DA PONTE DO RIO KWAI

                  Segue, bravo soldado dos céus
                  Segue, gigante audaz pára-quedista
                  Segue, por entre abismos
                  Sem temer
                  Sereno
                  A Morte.
                  
                  Segue, marchando altivamente
                  Segue, a intrépida missão
                  Segue, levando sempre
                  A eterna voz
                  Da doce
                  Vitória.
                  
                                    (2ª parte em assobio)
                  
                  Ávante,
                  Cavaleiros do Ar,
                  Vamos,
                  Pela Pátria lutar,
                  Pois há muita energia,
                  E valentia,
                  Para o perigo enfrentar.
                  
                  Em frente,
                  É a missão do dia
                  Vamos,
                  Mesmo com ventania
                  Não há, hesitação,
                  No avião em que vamos saltar.
                  
Letra de Eduardo Carreiro e Guilherme Ferraz
Musica do tema do filme "A Ponte do Rio Kwai"
                  

Início

SOLDADOS DE PORTUGAL

                  Soldados vêde esses campos
                  Essas encostas dos montes
                  Trinando além rouxinois
                  Murmurando aqui as fontes.
                  
                  Límpida água dos rios
                  O céu azul sem igual
                  Soldado dá tua vida
                  P'ra que viva Portugal.
                  
                  Soldado vai combater
                  Mostra sempre até morrer
                  Que à Pátria foste leal
                  Of'rece como muralha
                  Esse teu peito à metralha
                  Sê filho de Portugal.
                  
                  Corre sempre a olhar na frente
                  Mesmo f'rido retalhado
                  Não deixes nunca a Bandeira
                  Morre nela amortalhado
                  
                  Se alguém quiser ofender
                  Este pendão sem igual
                  Soldado dá tua vida
                  P'ra que viva Portugal.
                  
                  Soldado vai combater
                  Mostra sempre até morrer
                  Que à Pátria foste leal
                  Of'rece como muralha
                  Esse teu peito à metralha
                  Sê filho de Portugal.
                  

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BRADO DO PÁRA-QUEDISTA

                  O QUE SOMOS?
                  - AMIGOS!         (coro)
                  O QUE QUEREMOS?
                  - ALVORADA!       (coro)
                  O QUE AMAMOS?
                  - O PERIGO!       (coro)
                  O QUE TEMEMOS?
                  - NADA!           (coro)
                  EM POSIÇÃO!
                  - JÁ.             (coro)

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PRECE DE UM PÁRA-QUEDISTA

                  Dai-me, Senhor, o que Vos resta.
                  Dai-me o que nunca ninguém Vos pede.
                  Eu não Vos peço o repouso,
                  Nem a tranquilidade,
                  Nem a da alma, nem a do corpo.
                  Eu não Vos peço a riqueza, 
                  Nem o êxito, nem mesmo a saúde.
                  
                  Eu quero a incerteza e a inquietude,
                  Eu quero a tormenta e a luta...
                  E concedei-mas, Senhor,
                  Definitivamente
                  Que eu tenha a certeza de as ter para sempre,
                  Porque não terei sempre a coragem
                  De Vo-las pedir.
                  
                  Dai-me, Senhor, o que Vos resta.
                  Dai-me o que os outros não querem.
                  Mas dai-me também a coragem
                  E a força e a fé...

Oração encontrada no corpo do Aspirante pára-quedista Zirnheld das Forças
Francesas Livres morto em combate em 1942 no Norte de África.
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ORAÇÃO DE UM PÁRA-QUEDISTA PORTUGUÊS

                  Senhor:
                  Eu não quero pedir-Vos impossíveis
                  Que Vós realizais,
                  Não quero uma coroa de louros
                  A aureolar os meus cabelos,
                  Não quero o meu nome escrito
                  Entre o dos Imortais
                  Nem tampouco quero dinheiro, honra e fama
                  A levantar-me desta imunda lama
                  Em que vivo.
                  
                  Senhor:
                  Eu que humanamente
                  Não sou cobarde nem valente
                  Quero pedir-Vos
                  Fé em mim próprio e bravura
                  Para que sem dúvida e sem hesitação
                  Me lance de toda a altura
                  Que alcance a minha imaginação,
                  Que a minha vontade domina
                  Para que o meu sonho doirado
                  Que sempre ambicionei
                  Seja realizado.

                  Senhor:
                  No momento decisivo
                  Arranca de mim o medo que me poderá tolher
                  E deixa-me viver,
                  Sózinho,
                  No Teu espaço imenso
                  Todas as sensações
                  De que o meu corpo extraordináriamente tenso
                  Se possa aperceber.

                  Senhor:
                  Que toda essa seda branca
                  Que me esconde do Teu céu azul
                  Me faça mais suave a descida
                  Para que o contacto entre mim 
                  E a Tua terra amiga
                  Não vá criar
                  Neste espírito irrequieto
                  Complexos que o inibem de saltar.

                  Senhor:
                  Que se um dia for chamado
                  Para o cumprimento do dever
                  Possas ver marchar
                  De encontro à morte
                  Um homem que sabe jogar
                  A sua última cartada da sorte.

                  Senhor:
                  Depois de todas estas preces
                  Só quero render-Vos graças
                  Da minha alma agradecida,
                  Porque tornaste realidade
                  A máxima ambição da minha vida:
                  Ser PÁRA-QUEDISTA
                  Por minha e Vossa vontade.

                                (Cap Para Tinoco Faria)

Publicado pela primeira vez no Boletim Mensal do Pára-quedista "...SALTA", de Janeiro-Fevereiro 1958.
Homenagem ao Capitão Pára Luís Sampaio Tinoco Faria morto em combate na província da Guiné
em 28 de Abril de 1966 durante a Operação GRIFO.

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OS MANDAMENTOS DO PÁRA-QUEDISTA

	1º	O Pára-quedista é um soldado de élite. Procura o combate e treina-se para 
		suportar toda a dureza. Para ele a luta é a plena manifestação de si próprio.
	2º	O Pára-quedista cultiva a verdadeira camaradagem. Só com a ajuda dos 
		seus Camaradas consegue vencer, e é junto deles, e por eles, que morre.
	3º	O Pára-quedista sabe o que diz e não fala demasiado. As mulheres falam, 
		mas, os homens actuam. A indiscrição causa, normalmente, a morte.
	4º	O Pára-quedista é calmo, prudente, forte e resoluto. O seu valor e 
		entusiasmo dão-lhe o espírito ofensivo que o arrastará no combate.
	5º	O Pára-quedista sabe que as munições constituem o que de mais precioso 
		tem frente ao inimigo. Os que atiram inutilmente, só para se tranquilizarem,
		nada valem, são fracos e não merecem o nome de Pára-quedistas.	
	6º	O Pára-quedista não se rende. Vencer ou morrer constitui para ele 
		ponto de honra.
	7º	O Pára-quedista sabe que só triunfará quando as suas armas estiverem 
		em bom estado. Por isso, obedece ao lema: "Primeiro cuidar das 
		armas, só depois dele próprio".
	8º	O Pára-quedista conhece a missão e a finalidade de todas as 
		suas operações. Se o seu comandante for morto, poderá, 
		ele sózinho, cumprir a sua missão. 		 
	9º	O Pára-quedista combate o inimigo com lealdade e nobreza. Mas não 
		tem piedade dos que, não ousando lutar do mesmo modo, se dissimulam 
		no anonimato.	
	10º	O Pára-quedista tem os olhos bem abertos e sabe utilizar ao máximo 
		todos os seus recursos. Ágil como a gazela, duro como o aço, quando 
		necessário, embora não o sendo, é capaz de agir como pirata, 
		pele vermelha ou terrorista. Nada há que lhe seja impossível.	 	 		 	
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BALLAD OF THE GREEN BERETS

                  Fighting soldiers from the sky,
                  Fearless men who jump and die,
                  Men who mean just what they say
                  The brave men of the Green Beret.
                  
                  Silver wings upon their chests,
                  Theses are men, the America's best,
                  One hundred men we'll test today,
                  But only three win the Green Beret.
                  
                  Trained to live off natures's land,
                  Trained in combat, hand to hand, 
                  Men who fight by night and day,
                  Courage take from the Green Beret.
                  
                  Silver wings upon their chests,
                  Theses are men, the America's best,
                  One hundred men we'll test today,
                  The brave men of the Green Beret.
                  
                  Back at home a young wife waits,
                  Her Green Beret has met his fate,
                  He has died for those oppressed,
                  Leaving her this last request:
                  
                  Put silver wings on my son's chest,
                  Make him one of America's best,
                  He'll be a man they'll test one day,
                  Have him win the Green Beret.


Original em inglês da canção "Ballad of The Green Berets" composta em 1965
pelo Sargento Barry Sadler das Forças Especiais Americanas (US Special Forces),
os Boinas Verdes, enquanto convalescia de ferimentos na Guerra do Vietnam.
Esta canção que foi banda sonora do filme "Green Beret", com John Waine
atingiu os "tops" americanos em 1966 tendo vendido cerca de 9 milhões de singles.
O disco foi editado em Portugal pela RCA:  RCA TP-253 "45-EP"
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CANÇÃO DO ARTILHEIRO PÁRA-QUEDISTA

	Lança a peça e com ela, ele aterra,
	Detonando o tiro do obus!
	Em ZLs batidas de guerra, 
	Combatendo, ao combate conduz! 

				Artilheiro pára-quedista,
				Canhoneiro de peças aladas!
				Da vanguarda apoiando a conquista,
				Com o fogo de tuas granadas!

	Quando em noites de céu estrelado,
	O canhão sob a rede dormita,
	O artilheiro está sempre acordado...
	Sentinela dos astros que fita!

				Artilheiro pára-quedista,
				Canhoneiro de peças aladas!
				Da vanguarda apoiando a conquista,
				Com o fogo de tuas granadas!

	Na batalha teu fogo cerrado,
	Ao inimigo só leva pavor...
	Artilheiro, "guerreiro-alado",
	Canhoneiro, "irmão do condor"!

				Artilheiro pára-quedista,
				Canhoneiro de peças aladas!
				Da vanguarda apoiando a conquista,
				Com o fogo de tuas granadas!

	Conquistada a vitória aguerrida...
	Não descansa o artilheiro tenaz!
	Pois a luta é a marca da vida,
	De quem vive em defesa da paz!

				Artilheiro pára-quedista,
				Canhoneiro de peças aladas!
				Da vanguarda apoiando a conquista,
				Com o fogo de tuas granadas!


Letra:  ST Pqdt José Álvaro Diniz Nogueira
Música: Cap Art Pqdt Luciano Batista de Lima

Canção dos camaradas artilheiros pára-quedistas brasileiros, 
 gentilmente enviada por um pára-quedista brasileiro.

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